domingo, 16 de setembro de 2012

PILATES E TRIATHLON


O Pilates tem crescido muito e cada vez mais está sendo incluído como base de preparação física de outras atividades, uma delas é o Triathlon. Com o objetivo da melhora do rendimento, técnica na postura do atleta e em prevenção de dores e lesões o Pilates acaba se tornando um dos principais diferenciais do treino.
Um dos benefícios do Pilates é educar o corpo para usar os músculos de forma mais eficiente e segura. Para isso podemos seguir o método contemporâneo do Pilates por ter como principal objetivo o alinhamento neutro de todo o corpo.

O Pilates é um método que respeita o grau de condicionamento físico de qualquer aluno e, por isso, é possível realizar variações nos exercícios que podem adequar-se para o iniciante, intermediário e avançado, também não tem contra-indicações. No entanto, durante a execução do exercício, consideramos várias limitações, como, por exemplo, caso o aluno esteja com alguma dor, lesão, problemas de coluna e até mesmo no caso de gravidez.
Um dos principais grupos musculares a ser fortalecido é o abdome. Ele é formado por várias camadas: reto e oblíquos que trabalham em conjunto a fim de movimentar a coluna, e o músculo transverso do abdome e assoalho pélvico que vão fornecer estabilização da pelve e coluna vertebral.
Nas 3 modalidades do Triathlon envolvemos muitos movimentos com todo o corpo, no Pilates mantemos os músculos preparados para executar a atividade com segurança e sem tensões musculares o que vai evitar futuras dores musculares.
Na Natação o foco principal do treinamento é o equilíbrio do trabalho muscular de membros inferiores a fim de melhorar o rendimento quanto a sustentação das pernas na água, fortalecimento dos abdominais por ter que manter uma leve extensão da coluna durante todo o percurso e dos músculos do manquito rotador do ombro pela grande amplitude dos braços.
No Ciclismo o trabalho é enfatizado para melhorar o posicionamento da pelve sobre os fêmures minimizando o desgaste do desnivelamento enquanto o triatleta pedala e posicionamento da coluna cervical e da cabeça.
Finalmente na Corrida são fortalecidas principalmente as articulações que mais sofrem com o impacto que ocorre durante a queda das passadas (tornozelo, joelho e quadril), e com certeza o tronco por conta dos movimentos dos braços que vão influenciar também no desempenho e na postura do triatleta.
O triatleta treina muitas horas por semana dentro de cada modalidade, onde uma falta de preparo físico pode causar algo maior que somente a fadiga muscular, e com a prática do Pilates alguns praticantes já se sentem melhores em seu desempenho físico por conta do fortalecimento desde os músculos mais profundos a fim de estabilizar melhor o corpo, até os músculos mais superficiais, e melhorando também a respiração, postura e flexibilidade.

Autora:
Rafaela Porto
Certificated Instructor STOTT PILATES

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pilates no Pós-Natal

A gravidez é uma das mais maravilhosas e conturbadas experiências pelas quais uma mulher pode passar, se não, a maior de todas. Junto a uma criança, nasce um vínculo, um amor incondicional e super-protetor. E ainda mais: as transformações físicas, mudanças de rotina e prioridades também acompanham esta nova fase da vida da mulher.
“Ter um bebê faz com que não tenhamos tempo para nós mesmas. A maior parte do nosso tempo está concentrada neles, nossos filhos. Horas trocando fraldas, levantando e segurando nossos bebês… Esses movimentos alteram nosso corpo e nossa postura” afirma Michelle Starlin, bailarina, professora de Pilates e mãe de dois filhos.
A grande maioria das mulheres tem a sensação de descontentamento com o seu corpo, após darem a luz ao bebê. E apesar disso, a insegurança e a ilusão de estão “abandonando” seus filhos, faz com que as mamães tenham receio em retomar sua rotina de exercícios.
Para as mamães que já praticavam Pilates, saibam que muitos dos exercícios são excelentes para o pós-natal e que podem ser praticados em casa!
Antes, é importante se certificar com o médico de que é possível voltar às atividades físicas – parto normal e cesariana tem tempos diferentes de recuperação. Exercícios realizados até a exaustão não devem ser feitos. Isso pode prejudicar a qualidade da produção do leite.
Um exemplo de exercício que pode ser praticado com segurança, é mover os ombros em movimentos circulares e em ambos os sentidos, para ajudar a aliviar a tensão associada à amamentação. O Pilates trará diversos benefícios como este e que contribuirão para a total recuperação do pós-parto:
• Recuperação do assoalho pélvico, abdominal e músculos da coluna vertebral;
• Ele fornece uma maneira para o corpo a recuperar a força;
• Treinamento dos músculos para a recuperação das grandes mudanças experimentadas durante a gravidez;
• Melhora da postura – que sofreu durante a gravidez e continuará sofrendo devido às posições assumidas na hora de carregar e amamentar o bebê;
• Prepara o corpo para para exercícios de aeróbica e outros mais intensos;
• Ajuda com a recuperação da diástase dos retos (separação abdominal).
Alguns exercícios podem até mesmo envolver o bebê, virando divertidas brincadeiras. Isso causará uma sessão de relaxamento para mãe e bebê. O recomendável é que a criança esteja forte o suficiente para levantar a própria cabeça. Se houver dúvidas, deve-se consultar o pediatra.
“Fortalecendo sua coluna praticando sua postura e, o mais importante, fazer tudo isso enquanto curte o seu bebê” conclui Michelle que há mais de um ano lançou um DVD com exercícios que podem ser feitos na companhia do bebê, disponível apenas em inglês.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Benefícios do Método Pilates para atletas de luta

Tendo em vista todo o processo de treinamento pré e pós competição, as pressões do dia-a-dia seja no trabalho ou nas cobranças por resultados melhores, a prática do Pilates aparece como um meio de minimizar esses efeitos adversos e desenvolver uma melhora do bem estar-físico e mental, essenciais para a vida de um atleta (amador ou profissional).
Visando estimular a coordenação motora, consciência corporal e controle muscular, além de melhorar a circulação e oxigenação sanguínea, o condicionamento físico geral, flexibilidade e alinhamento postural adequado, o método Pilates torna-se uma excelente opção para o atleta, que por meio deste programa de exercícios, vivenciará a integração do corpo e mente, reduzindo as dores musculares, melhorando o equilíbrio muscular, controle e a força muscular. Atua como um todo, promovendo o alinhamento postural, que irá desenvolver a estabilização corporal fundamental na execução dos gestos esportivos.
Através da liberdade de criação de exercícios que são fundamentados através dos princípios do Pilates, o atleta pode realizar movimentos funcionais de seu respectivo esporte, aprimorando a técnica por meio deste método, unindo assim, o Pilates e o esporte!

Fonte: olutador.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

PILATES E ANDROPAUSA

A ANDROPAUSA OU CLIMATÉRIO VIRIL são termos usados para designar um quadro clínico de diminuição do hormônio masculino testosterona, que ocorre em uma parcela significativa de homens acima de 60 anos ou mesmo um pouco antes, a partir dos 50 anos. Determinados hábitos de vida e o stress psicogênico são alguns dos fatores contribuintes para esta ocorrência mais precoce.
O hormônio masculino testosterona é produzido por células nos testículos, que são estimulados por hormônios produzidos pela hipófise. Na adolescência, é responsável pelas características sexuais, como desenvolvimento do pênis, aumento dos pelos, mudança de voz e aumento da massa muscular. O testículo é responsável por 90% da produção de testosterona. Entre os fatores que podem determinar a andropausa está a falência e atrofiamento do testículo, que pode ocorrer em qualquer idade e causar a queda na produção do hormônio masculino. A diminuição da testosterona pode ser determinada também quando a hipófise para de exercer sua função de estimular os testículos.
A andropausa não é um processo isolado, mas parte de outro mais amplo que é a senescência, a qual ocorre a partir de várias idades e por uma série de fatores variados, dos quais o mais importante é a hereditariedade. Na senescência ocorre uma série de alterações nos níveis circulantes de hormônios, neurotransmissores, vitaminas e diversas outras substâncias, sendo que algumas destas alterações bioquímicas colaboram para o declínio da função androgênica do homem idoso.
A base fisiológica que fundamenta a variação individual nos níveis de testosterona observada em qualquer idade não está ainda bem elucidada. Além do próprio processo de envelhecimento, existem fatores fisiológicos e outros relacionados ao estilo de vida (alimentação, atividade física, sexualidade etc.) que influenciam a variabilidade destes níveis, e que devem ser considerados na avaliação do homem idoso. A hereditariedade é um deles.
Quanto aos fatores relacionados ao estilo de vida, uma dieta vegetariana e rica em fibras parece estar associada a níveis mais elevados de testosterona do que uma dieta a base de carnes com altos conteúdos lipídicos.
O tabagismo parece favorecer os níveis de testosterona em cerca de 5% a 10% em relação a não-fumantes jovens ou idosos. No entanto, análises de multirregressão variada indicam que fumar mais de 10 cigarros por dia leva a uma andropausa mais precoce, trazendo o início da mesma para menos de 50 anos.
O abuso de drogas e de álcool também pode acentuar o decréscimo de testosterona próprio da idade. O estresse, tanto físico quanto psíquico, é um potente redutor androgênico. Também há indícios de que o estresse psicogênico e a depressão em homens não idosos possam contribuir para um quadro de andropausa cada vez mais precoce.
Mesmo que a senescência reduza os níveis de testosterona, doenças intercorrentes nesta fase podem acentuar o declínio da produção do hormônio. O infarto agudo de miocárdio e as cirurgias causam declínios transitórios, ainda que intensos da testosterona livre. Já doenças crônicas induzem reduções mais prolongadas. Homens idosos com diabete tipo 2 têm níveis reduzidos de testosterona. A insuficiência renal crônica, a síndrome de apnéia noturna e algumas patologias endócrinas também podem intensificar o quadro de hipoandrogenismo no homem idoso.
Sintomas da andropausa:
• Diminuição da massa muscular
• Aumento do peso, sobretudo, aumento da gordura abdominal (principalemente visceral)
• Tendência à anemia e osteoporose
• Diminuição do interesse sexual
• Queda dos pêlos sexuais
• Dificuldade de ereção
• Maior sonolência
• Dificuldade de concentração
• Problemas de memória e dificuldade de concentração
• Apatia e depressão
Para verificar o possível quadro de andropausa, devem ser feitos testes de sangue, que medem o índice de testosterona livre e total e o nível de prolactina, que, se elevado, reduz a testosterona.
Os testes de ereção devem ser feitos por um urologista e deve ser medida a densidade óssea (densitometria óssea). Os homens com idade acima dos 40 anos devem realizar a medição de testosterona regularmente, principalmente se apresentar diminuição do interesse sexual e dificuldade de ereção associados ou não aos demais sintomas.
A estimulação da secreção hormonal pelo próprio corpo e a reposição hormonal é fundamental para que os homens com andropausa possam levar uma vida normal. O paciente então pode se beneficiar com o aumento da massa muscular, diminuição da proporção de gordura e combate a anemia e osteoporose, aumento do libido. Porém, se houver exagero no uso, pode haver crescimento das mamas, aumento do numero de glóbulos vermelhos no sangue, retenção de agua e sais minerais, aceleração do crescimento de tumores na próstata (pacientes que fazem reposição devem fazer uma avaliação da próstata a cada 6 meses). O uso na forma de reposição não induz a formação do tumor e sim apenas estimula seu crescimento. Por isso a necessidade dos exames periódicos para fazer diagnóstico precoce.
É importante ressaltar que as mudança dos hábitos alimentares, com a supressão dos açúcares, o equilíbrio entre os lipídios ingeridos, a perda de peso, exercícios físicos regulares e o monitoramento dos índices hormonais são a chave para o restabelecimento de um padrão de vida.
A isso, o PILATES se insere como um excelente aliado para trazer benefícios e auxiliar o equilíbrio na produção dos hormônios, aumentar a resistência imunológica, equilibrar as funções orgânicas e promover a reparação celular.

domingo, 18 de dezembro de 2011

PILATES EMAGRECE ?

A cada dia que passa mais pessoas se interessam por atividades de baixo impacto, as quais na maioria das vezes harmonizam o corpo e a alma, evitam lesões e ainda proporcionam um relaxamento, produzindo um estado físico/emocional que a maioria das pessoas busca em função de suas rotinas agitadas.
O Pilates faz parte desta nova tendência de exercícios. Pois é uma atividade feita através do auxílio de aparelhos e acessórios específicos, englobando uma série de movimentos fluentes que são executados calmamente e em poucas repetições, sem levar o praticante à exaustão. Pois a eficiência não está na quantidade, e sim na qualidade do movimento.
Trata-se de uma modalidade muito boa para o corpo, pois trabalha intensamente os músculos profundos e a região do “core”, além de tonificar musculaturas das pernas, dos braços e do tronco, modificando a aparência e as medidas corporais; deixando o corpo mais delineado. Promove ainda, uma melhora da oxigenação sanguínea, em função da respiração profunda que é realizada a cada movimento.
Quando o método não está sendo empregado para reabilitação, proporciona uma queima calórica (em média 400kcal por aula). Porém, este não é o seu objetivo principal.
O Método é considerado um exercício anaeróbico de baixo gasto calórico. Portanto, para as pessoas que buscam emagrecimento além de realizar um bom acompanhamento nutricional é indicado associar o Pilates com exercícios aeróbicos (caminhadas, ciclismo, natação, vôlei, tênis, dança ou outros) beneficiando o sistema cardiovascular e obtendo um maior gasto energético.

Fonte: ClubedoPilates

terça-feira, 22 de novembro de 2011

PILATES E DIABETES

Pilates desenvolve um Papel importante na prevenção e controle da Diabetes Mellitus, já que ajuda a controlar o peso e diminuir o nível de açúcar no sangue.
A diabetes é uma desordem do metabolismo, o processo que converte o alimento que ingerimos em energia. Durante a digestão os carboidratos são absorvidos pelo corpo em forma de glicose. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é o fator mais importante neste processo. O diabético não produz a quantidade necessária de insulina, por outro lado, a glicose em vez de transformar-se em energia se acumula no sangue ocasionando graves problemas.
Para o diabético é importante fazer exercícios, no entanto, deve cuidar da intensidade e do tipo de exercícios que realiza. A pessoa com diabetes deve ser avaliada de forma adequada antes de entrar em qualquer exercício físico. O exercício sem supervisão pode ter efeitos negativos, por exemplo, levantar peso demais aumenta a pressão nos vasos sanguíneos dos olhos. Da mesma forma outras pessoas podem ter problemas com os nervos dos pés ou das pernas, e estão suscetíveis a lesões.
Pilates é recomendado especialmente para pessoas cujo a saúde não permite praticar esportes e atividades fortes e com risco de gerar lesões. Pilates não requer grande força física nem de longas horas de exercício, e é de baixo impacto.
Os exercícios aeróbicos e anaeróbicos ajudam a melhorar os níveis de glicose no sangue. No exercício aeróbico, o primeiro elemento que se consome é a glicose já convertida. No exercício enaeróbico (PILATES), é feita a queima de carboidratos (antes de ser convertido em glicose) e gordura mais rápido aumentando o gasto das calorias, ou seja, ajudam a melhorar a combustão da glicose e isto muda a maneira com que o corpo reage a insulina, aumentando a sensibilidade do corpo ao mesmo.
Os altos níveis dos hormônios provenientes da tensão aumentam o nível de açúcar no sangue. O Pilates pelo contrário pode ajudar a melhorar sua saúde baixando o nível de estresse.
Pilates reduz o risco de problemas do coração que é um dos sintomas freqüentes das pessoas que tem diabetes. Melhora a circulação arterial, prevenindo de problemas cardíacos, a função intestinal, a circulação nos membros inferiores, reduzindo o mau colesterol e elevando o bom, mantendo os ossos fortes, reduzindo o risco de quedas, aumenta a energia e ajuda a manter a estabilidade emocional.
O Pilates pode ser um elemento importante no controle de diabetes. No entanto, o diabético deve cuidar de sua alimentação e seguir rigorosamente as recomendações médicas.